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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

As etapas do método científico

       De um modo simplista, podemos resumir as etapas do método científico em quatro:


  • Levantar hipóteses que visam explicar a causa da ocorrência de um certo fenômeno.
  • Bolar experimentos que tentar reproduzir o fenômeno a ser explicado a fim de se coletar dados.
  • Faz-se previsões sobre os dados a serem coletados com os experimentos, desnecessário dizer que tais previsões devem se basear nas hipóteses que estão sendo testadas.
  • Formulação de uma teoria. Uma vez que as hipóteses são corroboradas pelos dados coletados com os experimentos, elas são validadas com o status de uma teoria científica.








Para mais, acesse:

Wikipedia - Filosofia da Ciência

terça-feira, 31 de julho de 2012

Filosofia e Ciência


     Filosofia da ciência é o campo da pesquisa filosófica que estuda os fundamentos, pressupostos e implicações filosóficas da ciência, incluindo as ciências naturais como física, biologia, e as ciências sociais, como psicologia e economia¹.

     Embora a definição acima nos apresente uma dica bastante útil sobre a natureza da relação entre a Filosofia e a Ciência, um leitor leigo certamente se perguntaria, o que ele quis dizer com "fundamentos, pressupostos e implicações filosóficas da ciência"?. Nos dias atuais, é certo que todas as pessoas, com raríssimas exceções, possuem alguma noção, ainda que vaga, do que seja a ciência, de sua importância para o avanço tecnológico, para a descoberta da cura de certas doenças e de como a nossa sociedade hoje necessita de sua atividade e produtividade. Em decorrência disso, o conhecimento produzido pela ciência alcançou um grau de segurança quase indubitável, sendo responsável por determinar a nossa visão acerca do mundo e do Universo.

     No entanto, é certo que mesmo com toda a unanimidade do conhecimento científico, poucas pessoas sabem o que é responsável por lhe conferir tanta segurança. Muitas delas sabem devem ter ouvido falar no tal "método científico" e sabem que este é utilizado para testar teorias a partir de experimentos que venham a confirmá-las (ou refutá-las, se for o caso). Entretanto, o que é esse tal método? Como procedem os cientistas quando os dados obtidos com os experimentos não confirmam as hipóteses? Que fazem quando nem toda a comunidade de cientistas concorda sobre a interpretação dos dados obtidos? Ou, mais ainda, que fazem eles quando esses dados confirmam hipóteses opostas? Que faz com que uma hipótese alcance o status de teoria ou lei? Qual a diferença entre elas? Qual a diferença entre ciência e aquilo que não é ciência? É possível fazer ciência sem experimentos? Toda teoria nunca falha, ou ela possui um limite de aplicação? E se o suposto método científico não for suficiente para caracterizar o que é uma teoria científica? Por que os cientistas podem formular a existência de entidades não visíveis como um átomo? Toda tecnologia produzida pela ciência é útil para a sociedade? Que dizer das pesquisas que afetam a liberdade individual, como é o caso das drogas para o aborto, eutanásia, anabolizantes, doping genético etc? 

         Pensar nas respostas para essas perguntas não cabe somente aos cientistas, mas também ao filósofo e refletir sobre elas significa tentar entender os "fundamentos, pressupostos e implicações filosóficas da ciência". Aí onde entra a Filosofia da Ciência e sua importância.


terça-feira, 30 de agosto de 2011

Cuidado com quem lê.


Drummond e A Rosa do Povo

Guernica - Pablo Picasso
      1945. O mundo parecia dar saltos em direção à um abismo. Embora a segunda Guerra Mundial tivesse acabado, nesse mesmo ano se iniciava os ataques nucleares as cidades de Hiroshima e Nagasaki pela Força Aérea dos Estados Unidos da América. Há menos de uma década, o mundo tinha vivido uma Grande Depressão com a queda da bolsa de Nova York em 1929.  No Sul dos EUA, os negros embalavam blues e jazz em uma mistura que posteriormente criou o que hoje se chama de Rock and Roll. O Brasil suspirava ante a possibilidade de saída de um regime ditatorial para um governo democrático. Carlos Drummond de Andrade publicava seu livro A Rosa do Povo.
      
      Marcado pela influência dos Modernistas brasileiros e estrangeiros, a rosa do povo revela um Drummond político e agitador. Seus poemas são reflexões, provocações contra a monotonia  dos valores vigentes de sua época, contra o silêncio do povo em face das repressões da ditadura, contra os padrões estéticos que dominam a composição do poema. O Drummond que fala em a rosa do povo é plural, é um amálgama das dimensões que constituem o homem contemporâneo, o homem político, funcionário, ser humano, idealista, poeta, empregado, marido, leiteiro, religioso. Não à toa, os poemas que constituem o livro tratam de assuntos díspares e abrangentes, embora seu fio condutor seja sempre o homem da rua (como diria Fichte) e o cotidiano, isto é, o fio condutor é uma reflexão sobre a condição  do homem face os poderes da política, das ideologias, dos padrões e das demandas sociais que nasceram com o século XX. 

        Uma pergunta frequente surge nas entrelinhas de seus poemas, qual o papel da poesia  (ou da arte) frente a existência humana? E a sua resposta se delineia na linguagem de cada poema ao usar palavras como fezes, esperança, caos, náusea, cotidiano, rua. Assim, a poesia parece carregar a responsabilidade da denúncia, isto é, de pôr o homem fronte o que se recusa enxergar. O tom existencial (ou o tema existencialista) é uma tônica comum em cada verso. Para Drummond, a poesia é o grito reacionário contra a náusea que carrega o imutável.

"Uma flor nasceu na rua!"  (Carlos Drummond de Andrade)
    

sexta-feira, 10 de junho de 2011

O Utilitarismo de John Stuart Mill

John Stuart Mill (1806-1873)
    
      Filósofo britânico, economista, teórico da moral, da política e administrador, foi o mais influente filósofo Inglês do século XIX. Defendia uma visão política liberal da sociedade e da cultura. Em seu pensamento, sobretudo em sua ética, tenta defender o direito humano acima de tudo, dando autonomia as vontades individuais, preconizando a felicidade como forma de bem estar comum. Sua ética é entitulada Utilitarismo, a qual defende que o fim último de toda ação humana deve ser a felicidade.

1. O princípio da maior felicidade
O utilitarismo é um tipo de ética consequencialista. O seu princípio básico, conhecido como Princípio da Utilidade ou da Máxima Felicidade, é o seguinte: a acção moralmente certa é aquela que maximiza a felicidade para o maior número de pessoas. Devendo ser feita de modo imparcial: a tua felicidade não conta mais do que a felicidade de qualquer outra pessoa. Saber por quem se distribui a felicidade é indiferente. O que realmente conta e não é indiferente é saber se uma determinada ação maximiza a felicidade. Assim, é necessário conhecermos as consequências de nossas ações para sabermos se ela acarretará, ou não, felicidade.
          Apesar de haver pessoas que não o aceitam, o princípio básico dos utilitaristas é hoje central nas disputas morais. Mas há cento e cinquenta anos foi uma ideia revolucionária. Pela primeira vez, filósofos defendiam que a moralidade não dependia de Deus nem de regras abstractas. A felicidade do maior número é tudo o que se deve perseguir com a ajuda da experiência. Isto explica que os utilitaristas tenham sido reformadores sociais empenhados em mudanças como a abolição da escravatura, a igualdade entre homens e mulheres e o direito de voto para todos, independentemente de deterem ou não propriedade.

A Ética Kantiana

Immanuel Kant (1724  - 1804)
        Kant nasceu em Konigsberg, no ano de 1724 e morreu em 1804 sem nunca ter saído da sua cidade natal. Foi um dos últimos europeus a dominar toda a ciência do seu tempo, incluindo a física, a geografia, a filosofia e a matemática. Lecionou na universidade de Konigsberg. Sua obra possui uma vasta importância para a Filosofia, por muitos é considerados o maior pensador de todos os tempos, sua obra mais importante é A Crítica da Razão Pura, embora o mesmo tenha escritos sobre quase todos os ramos da Filosofia. Não à toa, sua teoria ética também se enquadra como uma das mais influentes e importantes.




A Ética de Kant
1. A ética é um sistema de regras absolutas;
2. O valor moral das ações provém das intenções com que são praticadas;
3. As regras morais devem ser respeitadas independentemente das conseqüências;
4. As regras morais são leis que a razão estabelece para todos os seres racionais.

Regras Absolutas
1. As obrigações morais são absolutas porque não estão sujeitas a exceções, mesmo se aplicá-las tem conseqüências negativas.
2. Esta é uma característica das morais deontológicas (teorias baseadas no dever): agir moralmente consiste em respeitar direitos. Agir de forma a promover as melhores conseqüências não é permitido se implicar a violação de um direito.
3. A obrigação de não mentir não varia conforme as circunstâncias.

Ações e Intenções
1. A mesma ação pode ser praticada com diferentes intenções: posso ajudar um amigo por compaixão, para obter um benefício (por exemplo, para ficar bem visto) ou por sentir que tenho esse dever.
2. Para determinar o valor moral de uma ação é preciso saber a intenção com que foi praticada.
3. Segundo Kant, ajudar um amigo só tem valor moral se isso tiver sido feito em nome do dever. Ainda que se ajude o amigo por mera compaixão, ou qualquer sentimento de pena, sua ação ainda não pode ser classificada como moral. Para Kant, toda ação moral deve ser motivada pelo senso de dever.

Moral e sentimentos
• As obrigações morais não dependem de condições; logo, apenas têm valor moral as ações praticadas em nome do dever.
• Uma ação praticada por compaixão, por exemplo, não tem valor moral porque a sua máxima seria apenas hipotética: as máximas morais são absolutas.
• Ajudar uma pessoa só por compaixão significa que estamos a seguir a máxima “Ajuda o próximo na condição de sentires compaixão”.
• Se esta condição deixasse de se verificar, a obrigação desaparecia. Mas o dever de ajudar o próximo existe mesmo se já não sentimos compaixão alguma.

Universalidade
• Agir moralmente significa seguir várias obrigações particulares como dizer a verdade, cumprir a palavra dada, não matar pessoas inocentes, não roubar, etc.
• Agir segundo estas regras é agir com base em máximas universalizáveis, ou seja, máximas que qualquer pessoa nas nossas circunstâncias poderia também seguir.
• Pelo contrário, mentir, roubar ou matar pessoas inocentes, não é permissível pois as máximas destas ações não são universalizáveis: não queremos um mundo onde todos mintam, onde todos roubem, etc.
  
"Age sempre de tal modo que o teu comportamento possa se tornar princípio de uma lei universal." (Kant)

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Mito e logos - Ao pessoal do 1º Ano


Povo do 1º ano, caso vocês queiram algum material complementar para estudar para a prova, vocês podem dar uma olhada nesses dois vídeos acima, ambos abordam a relação entre o mitos e a filosofia.